Cabelo solto, pode? - Conto #11
- Cliente Em Relatos
- 23 de fev. de 2024
- 1 min de leitura
Hoje eu vou contar a história de quando fui com amigos ao restaurante vegetariano TEVA, em IPANEMA, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Estava tudo uma delícia: ambiente bonito, cardápio original, drinks coloridos, atendentes gentis e ágeis. Para a nossa alegria, eles conheciam BEM o cardápio e os ingredientes dos pratos. Eram visivelmente treinados para responderem com facilidade as diversas perguntas que fizemos.
A garçonete da minha mesa foi a única que nos causou certo espanto. Era eficiente, tinha estilo, cabelo afro bem cuidado e volumoso. Entretanto, um detalhe nos chamou a atenção: ela servia as mesas com o cabelo totalmente solto até o meio das costas.
Eu e meus amigos, logo comentamos: ‘Ela é bonita, tem presença, comunica bem, mas como é que permitem esse cabelo solto até a cintura? Imagina se cai um fio de cabelo no prato de algum cliente!’
Saí de lá refletindo ...
De como um único detalhe comprometeu toda a experiencia positiva que vivemos.
Não à toa, atendentes que servem comida aos clientes, seja em balcão ou salão, precisam seguir padrões rígidos relativos à higiene e cuidados pessoais: homens precisam trabalhar com a barba feita e mulheres com cabelos presos, ou curtos, e nada de adereços pelo corpo. Esses são procedimentos operacionais milenares!!
Difícil entender as razões que levam um gestor de restaurante a adotar cartilha diferente dessa. Tamanha permissividade nesse quesito ocorre, em geral, em nome de se implantar uma desejada modernidade descontraída nos ambientes gastronômicos.
Nesse caso, o tiro saiu pela culatra: saímos do Teva mal impressionados com as madeixas soltas daquela garçonete.
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