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O garçom não tá nem aí - Conto #9

  • Foto do escritor: Cliente Em Relatos
    Cliente Em Relatos
  • 25 de jan. de 2024
  • 2 min de leitura

Na história de hoje vou fazer um relato de quando me sentei para almoçar, depois de 4 horas de aula. Me servi no buffet de autosserviço e escolhi uma mesinha simpática, na varanda. 

O garçom se aproxima de mim e pergunta se quero pedir bebida. Pergunto se tem mate. 

ELE RESPONDE: ‘Tem sim, feito na casa.’

PERGUNTO: ‘Já vem adoçado?’

‘Gosto de mate adoçado e adoçante de sachê não mistura bem em mate gelado....’, vou dando logo as minhas explicações. 

ELE RESPONDE com assertividade: ‘É adoçado sim, Sra.’

DIGO: ‘Então, vou querer, por favor.’

O mate vem à mesa e não está adoçado. 

Evidentemente que não gosto, tomo uns poucos goles, mas também não reclamo. Confesso que acho cansativo sempre reclamar de tudo. Decido comigo mesma que numa próxima vez não vou pedir o mate da casa. 

Vou almoçando e fazendo as seguintes reflexões: 

Primeiro - por que o garçom afirmou com tanta segurança uma inverdade? 

Segundo - por que ele não prestou atenção à minha demanda, que informei com clareza?


Por que o garçom afirmou com tanta segurança uma inverdade? 

O primeiro pensamento que me vem à cabeça é que o garçom não tá nem aí pro serviço dele. Ele é displicente, daí que diz qualquer coisa para se livrar do desconforto de não saber o que responder ao cliente. Não se dá ao trabalho de buscar se informar antes de responder.

Evidentemente ele desconhece um item do cardápio, no caso o ‘mate da casa’. Por quê? 

A resposta é que ele não conhece o cardápio a fundo. Talvez seja novato, talvez seja desatento ou pode não ter sido treinado para a função. Seja o que for, fato é que um garçom só pode atender a clientela se, e somente se, conhecer o cardápio da casa.

Por que ele não prestou atenção à minha demanda que comuniquei com clareza? 

Posso afirmar que ele não tem escuta ativa. Talvez trabalhe pensando em outras coisas, sem focar no serviço que executa. Quem sabe veio trabalhar cheio de problemas e o desempenhoedo ficou prejudicado. Ou não se sente comprometido com a função, então executa com displicência. Talvez não se sinta bem tratado pelo patrão e desconte no mal atendimento aos clientes. 


Garçons precisam de permanente orientação do líder de salão. Quando não há liderança, garçons fazem o que bem entendem e o controle do serviço fica comprometido.


 
 
 

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