Falsa Gentileza - Conto #6
- Cliente Em Relatos
- 12 de dez. de 2023
- 2 min de leitura
Na história de hoje, eu vou fazer um relato sobre um dia em que passeava pela rua e resolvi procurar um presente pra minha neta.
Entro numa loja e pergunto à atendente se tem maiô para menina de 9 anos. Ela diz que sim, me conduz até o lugar das roupas de banho infantis, e me mostra UM maiô. No mesmo momento, ela me pergunta: ‘Qual é o seu nome?’ Falo: ‘GILKA’. Confesso que nesse tipo de situação dou meu nome por obrigação e por gentileza, embora não veja nenhum sentido em falar meu nome logo de cara. Ela dá o nome dela, sem que eu peça, e em seguida fala: ‘GILDA, esse maiô é UV free.’ (dou um sorrisinho maroto e penso... caramba... sabia que ela ia errar, meu nome é meio diferente...) AFINAL não gosto dos maiôs, agradeço e saio da loja.
Na rua, me ponho a refletir sobre essa prática disseminada de vendedor de loja que pergunta nome de cliente antes da venda: qual o sentido de um vendedor precisar saber o nome do cliente, antes mesmo de se estabelecer alguma conversa entre os dois? Será que esse fluxo faz sentido, ou sou eu que não percebo o significado disso? Será que os clientes gostam e só eu que me incomodo?
Fato é que quando entro numa loja, o vendedor se aproxima e vem logo perguntando o meu nome, acho inapropriado e exagerado, me sinto meio que invadida. Tendo a observar que o vendedor faz isso para estabelecer uma conexão logo de imediato, mas que, a meu ver, não tem razão de ser, não cabe no momento da entrada do cliente na loja. Parece um falso interesse, uma falsa gentileza, acho inclusive que, a depender do cliente, pode produzir efeito contrário ao desejado e gerar irritação.
Entender o timing da interação profissional, identificar o momento adequado para falar determinadas frases, saber as frases certas, ter sensibilidade para conduzir o atendimento do início ao fim, tudo isso tem importância e tudo isso exige preparo.
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