top of page

Hotel do futuro, ou do presente? - Conto #7

  • Foto do escritor: Cliente Em Relatos
    Cliente Em Relatos
  • 9 de jan. de 2024
  • 2 min de leitura

Hoje eu vou contar a história de quando me hospedei em um Hotel denominado Comfort na Dinamarca.

Chego pela porta principal do hotel, uma porta rotatória, carregando minha mala de rodinhas desde a estação de trem. Tudo bastante civilizado - calçadas sem buracos e rampas suaves nas ruas para subir e descer com as malas. 

Ao entrar no hotel, surpresa! ...me deparo com a ilha de check in e check out, situada logo na entrada do lobby. Ela é bem iluminada, tem um neon amarelo grande suspenso, de maneira que não há como não ver.

Gosto da novidade, me empolgo de viver uma nova experiência de hospedagem. O processo de ‘self check in’ acontece em um tablet e é bastante amigável, bem rápido. Lembro que a hospedagem foi pré-paga integralmente, o que viabiliza o processo.

Saio de lá com um cartão chave na mão, o chamado key card, que permite abrir portas; permite acesso ao elevador, aos corredores e ao quarto. A ideia é o hóspede subir ao quarto sozinho, sem a ajuda de um mensageiro, embora sem maiores dificuldades.

Dou uma última olhada no Lobby do hotel antes de entrar no elevador – concluo que a Recepção deva funcionar sobretudo como fornecedor de informações e para outras providências, que não check in e check out. Talvez, também, como bar, pois observo várias prateleiras de bebidas e copos, com mesas ao redor.

No elevador, outra surpresa: vejo afixado um aviso dizendo que esse é um hotel econômico, tipo Budget, limpeza do quarto só de 4 em 4 dias. Caramba, penso, será que comprei gato por lebre? Nesse mesmo aviso leio que toalhas e papeis higiênicos podem ser recolhidos na Recepção. Pelo menos isso, penso aliviada, não ficaremos sem! Não existe frigobar nos quartos, mas bebidas e drinks podem ser comprados na Recepção do Lobby. Quanto a isso, tranquilo!

Mas, afinal, o hotel não se diz COMFORT?

De fato, no primeiro dia, desci à Recepção para solicitar dois travesseiros extras que me foram entregues prontamente. No terceiro dia, desci com toalhas usadas e troquei por novas sem nenhum problema. Também recorri às recepcionistas em busca de informações turísticas e orientação pela cidade.


No início você pode estranhar, como eu, afinal novidades geram um impacto inicial. Com tempo, a situação de hospedagem vai fazendo sentido e o seu mindset passa a enxergar tudo de maneira favorável.

Pessoas mais velhas talvez se ressintam pela falta do atendimento pessoal ou dificuldade com uso de tecnologia. Entretanto, a Recepção continua lá para prestar atendimento. É sobre o hóspede buscar atendimento caso precise.

Pensem comigo: cada hotel abraça a sua proposta, a desse é ser Budget, daí que enxugar processos se enquadra no perfil. O importante é que o hotel, dentro da proposta e diretrizes, busque oferecer aos hóspedes o melhor atendimento possível.

Fui atendida muito bem em tudo o que solicitei, sempre com gentileza, atenção e agilidade. Afora que o café da manhã era espetacular!

O cliente acostumado com hospedagens antes personalizadas pode se sentir malcuidado, talvez invisibilizado, e não querer retornar jamais. Sim, pode, passa a ser um risco. Me resta torcer para que, do ponto de vista do hotel, seja um risco calculado.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Cabelo solto, pode? - Conto #11

Hoje eu vou contar a história de quando fui com amigos ao restaurante vegetariano TEVA, em IPANEMA, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Estava...

 
 
 
O peixeiro artesanal - Conto #10

Hoje eu vou falar sobre o meu fornecedor de pescados que entrega em domicílio e sempre me surpreende pra melhor. Desde o primeiro contato...

 
 
 
O garçom não tá nem aí - Conto #9

Na história de hoje vou fazer um relato de quando me sentei para almoçar, depois de 4 horas de aula. Me servi no buffet de autosserviço e...

 
 
 

Comentários


bottom of page